Uma disputa milionária nos bastidores do mercado financeiro envolve uma das apresentadoras mais conhecidas da televisão brasileira. O embate entre a comunicadora Fernanda Lima e a empresa responsável pelo seu planejamento patrimonial ganhou desdobramentos decisivos no Foro Central de São Paulo.

A controvérsia teve início após o encerramento do contrato firmado entre as partes em 2021. A ruptura do vínculo contratual abriu caminho para acusações mútuas que agora dependem de uma avaliação técnica detalhada na Justiça.

O magistrado responsável pelo caso determinou uma medida específica para esclarecer se houve falha na prestação de serviços ou descumprimento de deveres por parte da administradora.

Os detalhes da perícia judicial e os questionamentos de Fernanda Lima

A decisão assinada na 32ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu o pedido de produção de prova pericial. O procedimento foi formalizado dentro do processo de embargos à execução movido pela artista para contestar as cobranças.

O especialista nomeado pelo juiz terá a missão de analisar todos os aportes e movimentações realizadas durante o período de vigência do contrato. O laudo precisará apontar se as aplicações financeiras estavam alinhadas com o perfil de risco da contratante.

A perícia vai averiguar também se ocorreram alocações de recursos sem a devida autorização prévia da famosa. Outro ponto central envolve a apuração de eventuais perdas financeiras sofridas por Fernanda ao longo da gestão patrimonial.

A origem do contrato e a cobrança de R$ 106 mil no tribunal

A parceria para gerenciamento de bens começou em 2021 e transcorreu até meados de 2025. Após a decisão de romper a prestação de serviços, a Prada Administradora ingressou com uma ação de cobrança alegando o não pagamento de honorários contratuais.

A assessoria jurídica da gestora exige a quitação de aproximadamente R$ 106 mil referente ao encerramento dos trabalhos. A empresa defende que os valores correspondem às cláusulas previstas e acordadas entre as partes no documento original.

Por outro lado, a defesa da artista argumenta que a ruptura ocorreu por quebra de confiança. Fernanda alega falta de clareza nos relatórios apresentados e questiona a conduta da equipe encarregada de cuidar de seu patrimônio.

Paralisação do processo e os custos dos próximos passos

Com a ordem para a realização do laudo técnico, a cobrança movida pela administradora foi oficialmente suspensa pelo juiz. A medida impede temporariamente qualquer ato de constrição de bens ou bloqueio de valores das contas da comunicadora.

Nas próximas etapas, tanto a apresentadora quanto a empresa de gestão devem se pronunciar sobre a indicação do perito nomeado. O profissional apresentará a estimativa de seus honorários de trabalho para dar início às análises bancárias e documentais.

Os custos financeiros do parecer pericial serão divididos igualmente entre Fernanda e a administradora. Somente após a entrega desse parecer definitivo o tribunal decidirá quem deu causa à rescisão e se haverá aplicação de multa.

Como as figuras públicas podem proteger seus patrimônios ao delegar a gestão de investimentos a terceiros?

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