Sylvester Stallone relembra fratura no dedo provocada por Pelé durante filmagens nos anos 1980
O ator norte-americano Sylvester Stallone resgatou uma memória dolorosa e inusitada envolvendo o ex-jogador brasileiro Pelé nos bastidores da produção cinematográfica "Fuga para a vitória", lançada originalmente em 1981. O astro do cinema revelou em entrevista que acabou sofrendo a quebra de um de seus dedos das mãos após tentar defender uma cobrança de pênalti executada pelo Rei do Futebol, durante um momento de desentendimento amigável no set de gravações.
A revelação dessa história junta-se a um período em que o artista, aos 80 anos, revisita diversos episódios marcantes de sua trajetória pessoal e profissional. Stallone lançou recentemente o seu livro de memórias intitulado "The steps" ("Os degraus", em tradução livre para o português). Na obra biográfica, ele expõe reflexões sobre os desafios enfrentados até alcançar a fama mundial com o clássico "Rocky", em 1976, além de registrar desavenças de bastidores com outros atores na disputa por papéis. Contudo, certas passagens da sua convivência com personalidades foram reservadas para declarações na imprensa.
A parceria em cena com Pelé no longa de 1981 contribuiu significativamente para consolidar e expandir a popularidade de Stallone junto ao público brasileiro. No entanto, a aproximação entre as duas celebridades resultou em uma lesão física para o intérprete de Rocky Balboa, provocada por um desentendimento a respeito da intensidade dos esportes praticados pelos dois.
"O Pelé quebrou meu dedo mindinho. Eu estava fazendo piadas sobre futebol. Dizia que não era nada comparado ao futebol americano. Aí ele se irritou e disse: 'Fique no gol. Vou colocar a bola exatamente ali. Mas você nem vai vê-la. Não vai tocar nela'. Ele bateu o pênalti. Ergui a mão, a bola quebrou o meu dedo, continuou em frente e abriu um buraco na rede", explicou Stallone durante o depoimento concedido à publicação.
O artista também comentou os fatores estruturais que tornaram o impacto do arremesso ainda mais forte naquela ocasião, citando os equipamentos utilizados nas gravações da obra ambientada no período da Segunda Guerra Mundial e a diferença nos materiais da época.
"Pelé estava usando aquelas chuteiras da Segunda Guerra Mundial, sabe? Grossas, quase como aço, com a ponta dura. E a bola era menor e muito mais pesada do que é hoje. Nunca mais falei mal de futebol, que, aliás, é um esporte brutal", pontuou o ator ao detalhar como a experiência mudou sua visão sobre a modalidade.
https://extra.globo.com/famosos/noticia/2026/10/sylvester-stallone-relembra-situacao-inusitada-com-pele-em-bastidor-de-filme-quebrou-meu-dedo-mindinho.ghtml


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