O embate judicial envolvendo a cantora Jojo Todynho e sua antiga colega de classe ganhou um capítulo decisivo nos tribunais do Rio de Janeiro. A funkeira protocolou oficialmente sua contestação no processo movido por Gabriela dos Santos Nascimento.
A estudante de Direito exige o pagamento de R$ 100 mil sob a alegação de ter sido vítima de violência física e verbal no campus. O episódio teria ocorrido nas dependências da instituição de ensino onde a famosa cursava a graduação.
A estratégia adotada pelo corpo jurídico da influenciadora ataca frontalmente a falta de provas materiais apresentadas na petição inicial. Os advogados tentam descredibilizar a narrativa de humilhação sustentada pela autora da ação.
Vídeo sob análise e contradições em exame médico
O principal argumento apresentado pela defesa de Jordana Gleise se baseia na fragilidade dos registros audiovisuais anexados ao processo. Um parecer técnico particular encomendado pela artista analisou as imagens que circularam na internet.
De acordo com o documento, a gravação de celular que viralizou nas redes sociais possui baixa qualidade. A perícia privada concluiu que o ângulo e a resolução não permitem cravar que o tapa realmente aconteceu.
A equipe da famosa também explorou lacunas no laudo do exame de corpo de delito realizado na época da confusão. O documento médico aponta que a própria estudante demonstrou incerteza ao falar com os peritos.
Durante o exame clínico, Gabriela não soube explicar a origem exata da escoriação encontrada em seu rosto. A jovem teria manifestado dúvidas se a marca na pele teria sido provocada de fato pela dona do hit Que Tiro Foi Esse.
Os advogados da cantora reforçam que não há comprovação de nenhuma discussão prévia entre as duas. A defesa alega que o processo não traz falas ou ofensas que justifiquem o início do atrito na faculdade.
Suposta vítima gerou o próprio desgaste na mídia
Outro ponto central da contestação joga a culpa da exposição excessiva sobre os ombros da própria estudante universitária. Jojo alega que a repercussão massiva do caso na imprensa foi alimentada por Gabriela.
A artista pontuou que se manteve em silêncio absoluto sobre a briga em seus perfis oficiais. Ela argumenta que nunca divulgou o nome ou o rosto da ex-colega para seus milhões de seguidores.
A postura da aluna, que concedeu entrevistas para programas de televisão e portais de fofoca, é vista pela defesa como autopromoção. Para os advogados, se houve danos à imagem da jovem, eles foram causados por ela mesma.
A defesa questiona ainda a ausência de atestados médicos ou psicológicos atualizados que comprovem o abalo emocional alegado. Não foram anexados recibos de medicamentos, consultas ou tratamentos psiquiátricos no processo.
A vida acadêmica e profissional da estudante também não teria sofrido prejuízos práticos. Os representantes de Jojo fecham a peça afirmando que o valor de R$ 100 mil é abusivo e pedem a redução drástica em caso de condenação.
Entenda a origem da briga que foi parar nos tribunais
A disputa começou após um desentendimento no pátio da faculdade de Direito, que acabou virando caso de polícia. Gabriela desistiu de um primeiro processo protocolado em 2024, mas decidiu acionar a artista novamente.
Na nova ação judicial, a estudante relata ter sido humilhada na frente de dezenas de testemunhas. Ela afirma que o tapa desferido pela funkeira causou marcas físicas e desencadeou crises intensas de ansiedade.
A autora do processo cita o temperamento explosivo e o histórico de desavenças públicas da cantora na televisão. O objetivo da indenização alta seria dar uma lição pedagógica para frear o comportamento da famosa.
O caso segue em tramitação na comarca da capital fluminense, aguardando a manifestação do juiz sobre a produção de novas provas. Ambas as partes devem ser intimadas para uma audiência de conciliação nos próximos meses.
https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/jojo-todynho-apresenta-defesa-em-acao-de-r-100-mil-por-agressao
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