Pedro Bial recebe Djavan que relembra grandes sucessos e trajetória



Djavan é o grande homenageado do Som Brasil desta quarta-feira (13) e no programa apresentado por Pedro Bial o cantor comemora não só os 45 anos de carreira como relembra a trajetória desde a infância em Alagoas até os grandes hits. Música não vai faltar: sucessos como Oceano, Ventos do Norte e Flor de Lis fazem parte da atração, cantados em coro pelo público que participou da gravação, em junho - Quem acompanhou com exclusividade o momento, recheado de revelações pelo artista.

"Deus me deu essa arte que todo mundo achava estranha e uma perseverança muito forte. Eu sempre tive muita certeza das coisas", conta o cantor, que enfrentou problemas com as gravadoras para fazer sua música, como diz a Bial, seu amigo. "Até meu nome queriam mudar, minha maneira de cantar e arranjar (...) Meu começo foi querendo ser ouvido, mas eu era teimoso, minhas brigas com as gravadoras eram homéricas", lembra.
Na conversa com Bial, Djavan passou da infância aos dias atuais - temporão de 14 irmãos, filho de pai loiro de olhos azuis e mãe negra, ele precisou enfrentar o preconceito. "Ninguém deixa de ser preto jamais, graças a Deus, mas quando você é famoso a coisa se dilui (...) Minha mãe sendo mãe tentava me proteger do fato de ser negro no mundo 'tem de saber onde ir, negro não é aceito em qualquer lugar'. Eu já digo o contrário: pode ir aonde quiser. Não é se encolhendo que você vai resolver uma questão como essa, tem que peitar", ensina o cantor.

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Ao longo do programa, Djavan também fala sobre sua relação com o tropicalismo de Caetano Veloso e Gilberto Gil, a amizade com Gal Costa e como fez algumas de suas canções mais famosas “A música Azul fiz para Gal, fiz muita coisa para Gal. Açaí eu gravei só um tempo depois. Fiz uma música para ela que não gravei, e que preciso gravar, que é O Vento", explica.
Todo o cenário foi pensado na potência do artista. "Na minha opinião, Djavan é uma força da natureza. E para exaltar essa força, queria falar sobre a ausência dela. Para os musicais com banda, criamos um grande espaço vazio tomado por cinzas vulcânicas e arvores secas. O cenário branco, colorido por luzes artificias, remete as várias tonalidades que a música de Djavan tem", explica Gian Carlo Belotti, o diretor do Som Brasil.
"Em um outro cenário, vemos uma sala vazia tomada por areias de um deserto. Sozinho ao violão, o músico arrancou lágrimas da plateia. Para a entrevista com o Pedro Bial, pintamos um grande painel com elementos florestais. É quando a natureza vira memória, na tela de um museu", completa Belotti.

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